O QUE SÃO: Os anti nflamatórios não-esteroidais (AINEs) são medicamentos com efeito analgésico, anti-térmico, antitrombótico e anti nflamatório1,2, cujo consumo por atletas de diversas modalidades esportivas tem sido bastante relatado na literatura científica3-12. Esta classe de medicamentos constitui uma das mais utilizadas por atletas13.
Os motivos pelos quais os atletas utilizam esses medicamentos ainda não estão bem esclarecidos na literatura;
enquanto alguns autores colocam que muitos atletas não deixam de treinar e competir quando se lesionam, consumindo AINEs por longos períodos de tempo4,10, outros apontam a prevenção de dor3,11 e a percepção de melhora na performance3 como possíveis razões para o consumo desses medicamentos por atletas.
Porém, é preciso lembrar que os AINEs apresentam diversos efeitos adversos, que atingem principalmente o trato
gastrintestinal e os rins1. Como a reação inflamatória é parte do processo necessário para a reconstituição do tecido lesado, um retardo na cura de lesões também é sugerido por alguns trabalhos14. Além disso, alguns estudos vêm apontando para uma possível associação entre o uso de AINEs e a ocorrência de hiponatremia (diminuição na concentração de sódio no plasma sanguíneo) em eventos esportivos de longa duração8,15.
Em outubro de 2008 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicou nota técnica onde comunica a
revisão dos achados sobre a segurança dos AINEs inibidores da COX-2, cancelando o registro do Lumiracoxibe (Prexige) e da apresentação de 120mg do Etoricoxibe (Arcoxia). Na mesma nota, a Agência comunica a restrição do uso de Parecoxibe (Bextra IM/IV) a ambientes hospitalares, e a adequação do texto de bula do celecoxibe (Celebra). Ainda nesta nota, os AINEs inibidores seletivos de COX-2 também foram reclassificados de venda sob prescrição médica para venda sob retenção de receita médica (receituário C1)16.
No quadro abaixo estão listados alguns AINEs.
Nomes comerciais comuns Salicilatos Pirazolônicos p-Aminofenólicos Derivados do ácido acético
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Derivados do ácido propiônico Derivados do ácido enólico Seletivos
COMO OS AINES ATUAM: Os AINEs atuam inibindo as enzimas cicloxigenase-1 (COX-1) e cicloxigenase-2 (COX-2), que produzem prostaglandinas. As prostaglandinas produzidas pela COX-1 tem função de proteção tecidual em sítios renais e gastrintestinais, por exemplo (por isso os efeitos adversos relacionados a danos nesses tecidos). Enquanto isso, a COX-2 age em locais de inflamação, onde as prostaglandinas ajudam a promover a reação inflamatória17. Os AINEs seletivos de COX-2 inibem apenas a enzima COX-2, que atua no processo inflamatório, motivo pelo qual não causam os mesmos efeitos adversos dos AINEs não seletivos17; porém, eles são medicamentos relativamente novos e seus efeitos adversos ainda não estão bem definidos, sendo que problemas cardiovasculares têm sido relatados2. A CONDUTA DA EVEN FASTER: Assim como quaisquer outros medicamentos, os AINEs não devem ser consumidos sem prescrição médica. Consumir AINEs sem prescrição médica e sem necessidade (por exemplo, para “previnir dor durante a competição ou o treino”) não é uma atitude adequada, levando-se em conta a possível ocorrência de efeitos adversos. É preferível permanecer alguns dias em repouso (mesmo que consumindo AINEs sob prescrição médica) a continuar treinando durante o tratamento com AINEs. Mais uma vez, vale a máxima de que em caso de lesões/mal-estares durante treinos e competições um médico deve ser consultado, e a prescrição dele deve ser rigorosamente seguida.
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REFERÊNCIAS:
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2. WANNMACHER L e BREDEMEIER M. Anti nflamatórios não-esteróides: uso indiscriminado de inibidores seletivos de cicloxigenase-2.
3. Warner DC, Schnepf G, Barrett MS, et al. Prevalence, attitudes, and behaviors related to the use of nonsteroidal anti-inflammatory
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4. Corrigan B and Kazlauskas R. Medication use in athletes selected for doping control at the Sydney Olympics (2000). Clin J Sport Med.
5. Reid AS, Speedy DB, Thompson JMD, et al. Study of hematological and biochemical parameters in runners completing a standard
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6. Nieman DC, Dumke CL, Henson DA, et al. Muscle damage is linked to cytocine changes fol owing a 160-km race. Brain Behav Immun.
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17. SMITH CM, MARKS AD, LIEBERMAN MA e MARKS DB. Metabolism of the Eicosanoids. In: Mark’s Basic Medical Biochemistry: a
Clinical Approach. Lippincott Wil iams & Wilkins, 2004: 654-667.
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